Aerovip Space Project  -  Relatório do Voo t01

 

O TEMPO: 15 de Março de 2002 sensivelmente pelas 22:15 (Hora Real UTC)

O ESPAÇO: A pista de Aterragem do Space Shuttle (Shuttle Landing Facility) nas instalações da NASA na Flórida. Código X68 (pista que apresentava uns generosos 15000 pés de comprimento!)

O OBJECTIVO: Testar diversos modos de voo com tentativas de acoplagem entre aeronaves, investigando a viabilidade de uma sequência de teclas para o efeito. Nesse sentido foram efectuados vários voos sempre com uma aeronave rebocadora (Cessna) e um reboque (Schweizr - Planador)

 

Os voos de teste

Depois dos habituais briefings e criada a sessão multiplayer, com 2 Cessnas finalmente em posição em X68 iniciamos esta primeira sessão de testes com um voo de reconhecimento da área! Partindo da pista 33, virando para Este em direcção ao Atlântico, depois para Sul passando pelas torres de lançamento do Space Shuttle, viragem para Oeste em diracção ao VAB (Vehicle Assembly Building) para aterragem na pista 33.


Os dois pilotos no voo de reconhecimento em direcção a Este após descolagem da pista 33


O cenário apresentava grande beleza e infrastuturas técnológicas de ponta, como se pode ser pelas imagens. Esperamos voltar a passar por aqui quando for o lançamento do Space Shuttle (alguém sabe qual a data programada do FS para o próximo lançamento do Vaivém espacial? Seria interessante alterar o calendário para esse dia/hora e passar por aqui e assistir a mais um avião do cenário dinâmico do FS2002 a levantar voo!! Com espectáculo pirotécnico de luz e som à mistura!!:)


Magnífica perspectiva aérea de uma das Torres de Lançamento, com o Vaivém espacial em posição! Quando começa a contagem decrescente?

Finalizado o voo de reconhecimento alinhámos na pista 15 para aquele que seria o primeiro teste da sessão! O Rebocador (AVP122) colocou a sua aeronave em posição e o Reboque (que mudou de aeronave para o planador) colocou-se logo atrás! A partir daqui teria início o teste da combinação de teclas (CRTL+SHIFT+T para selecção do rebocador alvo e CTRL+SHIFT+F para seguimento da sua trajéctoria)! O que irá acontecer?
 


Ambas as aeronaves alinhadas/centradas no início da pista 15 com um cessna a rebocador (AVP122) e o planador (AVP156) atrás para o grande Teste!

Tivemos de abortar a descolagem duas vezes até que o piloto do planador concluíu que na largada não se podia tocar em mais nehuma tecla além de CTRL+SHIFT+F. Antes das partidas concluímos também que existe uma distância mínima que tem de ser mantida entre o rebocador e o planador e, que ao pressionar a combinação de teclas, o planador salta sempre para uma localização atrás do rebocador não viabilizando a sua utilização para a colocação, por exemplo, de um foguete experimental num ponto específico da fuselagem de um B-52. Além disso foi desligada a detecção de colisões.

Seguiu-se uma nova tentativa de descolagem, correu tudo bem, apesar de nos momentos iniciais o piloto do Cessna (AVP122) não ter contacto visual com o planador. 
Do outro lado as coisas estavam IMPRESSIONANTES!! Com efeito o momento visualmente mais espectacular de todo o voo foi mesmo durante a corrida de descolagem quando eu (AVP156) vi fumos e faíscas saídos do contacto do planador com o asfalto que se sucediam a um ritmo impressionante e eram tão intensos que por vezes ocultavam a visão da fuselagem do planador em spot plane!
O Planador estava constantemente a colidir com a pista como uma bola de basket a ser driblado contra o chão!! Os ruídos das colisões com a pista eram agudos, intensos e ficaram lá marcas profundas na pista, bem mais acentuadas que as deixadas pelos pneus numa normal aterragem de um Boeing! Que pena não ter conseguido tirar uma fotografia dessa parte! Mas esse foi precisamente o motivo de uma das descolagens abortadas: Eu não resisti e mantendo a combinação de teclas CTRL+SHIFT+F pressionei mesmo uma 4ªtecla (PRINT SCREEN) para tirar uma fotografia deste momento impressionante! Não o consegui e acabei por perder a ligação ao Cessna que me estava a Rebocar!
Depois, na derradeira tentativa e entusiamados com a largada, o silêncio rádio foi interrompido (podera, se pressionasse a tecla a corda partia-se logo:)!!! Depois o planador foi libertado antecipadamente e resolvemos recomeçar novamente.

Conclusões: O piloto do rebocador é livre para mudar de vistas e comunicar à vontade mas quem for no planador, durante todo o processo de largada, subida e até ao lançamento, tem de cingir-se à perspectiva que escolheu antes da descolagem assim como tem de manter silêncio rádio (que seca!). Mais uma descolagem, da pista 15, tudo a correr bem até que AVP122, no cokpit virtual, muda para visão das 6h e de repente o ecrã congela e o computador teve de ser reiniciado. Terá sido da ligação telefónica? Terão sido ELES? Mistério...
Com isto tudo o AVP156 ficou pendurado e tb teve de fazer reboot ao PC

Lá nos encontramos novamente no chat do AeroVip onde trocamos algumas impressões (e os ip's para a nova sessão foram enviados por email não vá o Diabo (ou ELES) tecê-las novamente!)
Então  os incansáveis pilotos de teste reunem-se novamente  em X68, pista 15 para um outro voo. Resultado das experiências anteriores, a descolagem foi realizada com sucesso. AVP122 rebocou AVP156 para Este, depois virando para Sul e finalmente virando para a final, alinhando com a pista 33 a uma altitude de cerca de 7500 pés. AVP 122 inicia uma subida seguida de ligeira picada para permitir o ganho de velocidade e o planador é libertado. 



Fui libertado fui, mas sem controlo nenhum preferia ter ficado PRESO!

No entanto  algo correu mal (excesso de velocidade na largada, algo relacionado com a configuração de comandos, terão sido ELES novamente?) e AVP 156 luta heroicamente para manter o planador sobre controlo ao mesmo tempo que vai relatando como um verdadeiro piloto de testes o que se está a passar ;-) Senão Leiam:

"Ok, VOU LARGAR!   Oh não!!! O nariz está a virar-se direitinho para o chão!!! Airspeed explosiva (160 nós) a mergular a + de 2000 pes/minuto!!! Não consigo recuperar!!! Dive brakes, elevator, NADA!!! O planador está agora a picar novamente direitinho ao chão! não consigo nivelá-lo puxando o joystick para trás!!
Com uma colisão certa nos próximos 3 segundos e o chão a aproximar-se vertiginosamente só me restou empurrar o joystick TODO para a frente tentando continuar o looping invertido que o avião parecia querer fazer de modo a evitar bater no chão!!! WOOOWWWW!!! Consegui-o por um metro ou menos... Passei invertido a 1 metro do solo e não consegui colocar o avião num atitude normal porque  já estava muito perto do solo.
A cabeça quase tocava no chão, invertida! RADICAL!!!


Após alguns ajustamentos, aterragem dos dois pilotos em X68.

Novo "briefing" com uma partilha de informações e resolveu-se experimentar novo voo mas tendo o cuidado de diminuir mais um pouco a velocidade no momento da largada. Nova luta de AVP156 com os comandos. No final AVP156 relatou que a comparação das leituras de velocidades do AVP122 com as dos instrumentos do AVP156 durante o voo não coincidiam. ELES provavelmente devem ter sabotado o planador. Concluí ainda que se largasse uma primeira vez a combinação CRTL+SHIFT+F e de imediato a pressionasse para a voltar a largar uma segunda vez, o planador já ficava perfeitamente voável. AVP156 relatou ainda que não havia qualquer problema um utilizar o botão de pov do joystick, para ver as vistas, com a combinação de teclas pressionada.



Os dois pilotos em formação na final curta. Vejam o famoso VAB (Vehicle Assembly Building)! (Viram o Armaggedon?)


Desta vez a pilotagem e a aterragem não apresentaram quaisquer problemas para o planador!

 

Depois de tanta animação, de tantos mergulhos, dive brakes e voos em formação resolvemos tentar um último voo com inversão de posições. Pretendia-se, mais uma vez, testar as consequências da utilização da sequência de teclas na manobrabilidade das aeronaves envolvidas (e as limitações do uso normal do software de voo e de comunicações) procurando verificar se as limitações sentidas pelo AVP156 no voo do planador se repetiriam ou não para o AVP122 nas mesmas circunstâncias.

 
Agora AVP156 será o rebocador aos comandos de um Cessna 182S e AVP122 irá pilotar o planador.

Partida da pista 33, com AVP156 iniciando viragem a Oeste, depois rumo 150 para alinhar com pista 15 de X68. Baseado nas suas experiências anteriores, AVP156 reboca AVP122 até a uma altitude segura de cerca de 5000 pés e prepara AVP122 para o que pode acontecer na pior das hipóteses. Dá-se a largada e corre tudo normalmente!

 


Após a descolagem, virando para Oeste, lá o Planador a ser Rebocado! Vêem a corda?

 


Deixa-me cá olhar para trás, não vá a corda ter rebentado!!!

 


 AVP122 aterra seguido por AVP156.

 
Seguiu-se nova partilha de informações e comparação de dados recolhidos durante o voo não tendo AVP122 experimentando as anomalias vividas por AVP156 (pois tá visto que ELES sabotaram o planador e foram selectivos nessa tarefa!)

 

Só depois de acabada a sessão do FS é que AVP122 se lembrou que durante a subida destraiu-se, largou e rapidamente voltou a pressionar a combinação de teclas tendo-se depois, com o silêncio rádio e a emoção da aterragem, esquecido de relatar esse facto a AVP156. Será com certeza matéria a estudar para o início de um futuro voo de teste. (Razão tinha o AVP156 enquanto rebocava de ir sempre a olhar para trás!!! Afinal de contas onde é que estava a corda???)

 

Conclusões:   

Este voo baseou-se num post de Keit Cunningham no site Flightsim Veterans Club, secção MultiPlayer.  Se procuram uma maneira mais realista para o lançamento de planadores então estejam à vontade desde que se lembrem que o piloto planador deve manter CRTL+SHIFT+F pressionados até ao momento da largada e, com excepção do botão POV do joystick, não deve tocar em mais nehuma tecla o que impossibilita as comunicações e mudanças de visualização (tecla S) por parte desse piloto.
É uma experiência bastante divertida para se fazer num voo multiplayer que ficaria ainda mais completa se surgisse um avião para o FS2002 que, à pressão de uma tecla, modelasse uma corda de ligação ao planador ;-)


NOTA FINAL:

Como está escrito na Carta de Intenções no site do AvSP, existirão voos,  como o de ontem, abertos a todos os que quiserem assistir e/ou dar o seu contributo. Isto, claro, além de voos exclusivamente para membros e que, se tudo correr bem, envolverão coisas mais "sérias" como testes aerodinâmicos de protótipos originais assim como treinos de instrução e de vários procedimentos.

Certamente que um relatório de voo será publicado futuramente no site do AvSP assim como a documentação com a planificação original que serviu de apoio à realização deste voo de pesquisa.

O AvSP pretende originar um movimento de interesse pela Exploração/Simulação Espacial, Astronomia e Ciência de um modo geral. Pretendemos também que esse movimento sirva para reunir esforços dos utilizadores do FS dos países de Expressão Portuguesa utilizando algumas aeronaves, tecnologias, e locais de alguns desses países para as futuras bases AvSP.  Por isso, aproveito a oportunidade, para convidar todos os que estiverem a ler estas linhas para que se juntem ao AvSP nas áreas que mais suscitarem o vosso interesse (vejam http://www.aerovip.net/avsp/aderir.html)

Bons Voos

António Maia (AVP122)
Vasco Medeiros (AVP156)